25 abril 2007

25 de Abril - 1974-2007


A Memória nunca se apaga...
Seremos sempre capazes de a fazer prolongar por cada geração que passa










" O Futuro"

José Carlos Ary dos Santos

Isto vai meus amigos isto vai
um passo atrás são sempre dois em frente
e um povo verdadeiro não se trai
não quer gente mais gente que outra gente

Isto vai meus amigos isto vai
o que é preciso é ter sempre presente
que o presente é um tempo que se vai
e o futuro é o tempo resistente

Depois da tempestade há a bonança
que é verde como a cor que tem a esperança
quando a água de Abril sobre nós cai.

O que é preciso é termos confiança
se fizermos de maio a nossa lança
isto vai meus amigos isto vai.

22 abril 2007

Carmina Burana - 4


Os ensaiadores - treinadores



Amílcar Azenha
Formado pela escola de artes e ofícios do espectáculo em 95, obtém formação como actor, animador e acrobata, aprendendo várias técnicas de circo e teatro com professores estrangeiros, das escolas chinesas e russa.

Completa a sua formação profissional, com um estágio na escola de circo de Bruxelas, onde participa como intérprete na apresentação de um espectáculo de novo circo.

Frequenta o primeiro ano da escola superior de dança no ano de 1999 e em 2001, ingressa na escola de teatro “ Jacques Le Coq”, aprofundando a técnica de máscara neutra. Profissionalmente, tem integrado o elenco de várias produções de teatro, circo novo e dança, passando por vários teatros em Lisboa, Madrid, Amesterdão e digressões por vários países, tais como, Espanha, França, Holanda, Dinamarca, onde se destaca pela sua capacidade multidisciplinar.

Participou também como actor em várias peças de teatro, filmes e televisão.



Sara Castanheira
Iniciou os seus estudos em dança pela Royal Academy of Dancing e Impirial Society of Teachers já num regime de ensino integrado em 1991, na Escola de Dança Ana Mangericão.

Complementou a sua formação em 1992 no centro de formação do Teatro Nacional São Carlos.

Em 1993 é admitida na Escola de Dança Profissional BalleTeatro onde continua os seus estudos em dança e inicia a sua carreira profissional, como intérprete de dança contemporânea.

Durante o ano de 1997, em Lisboa, frequenta na companhia, como bolseira as aulas do coreógrafo Paulo Ribeiro.

Em 1998, inicia o ensino superior no Instituto Politécnico/Escola Superior de Dança, paralelamente, continua o seu trabalho com o BalleTeatro Companhia na área da interpretação.

Desenvolve projectos na criação de eventos e como performer, a convite de Moncho Rodrigues, onde realiza a concepção coreográfica de variados eventos reunindo várias áreas, como a composição musical, o teatro, moda e o circo.

Em 2001, trabalha em exclusivo na área da interpretação com o BalleTeatro Companhia e frequenta, a convite da Culturporto/Rivoli Teatro Municipal, workshops e master classes com grandes nomes da dança contemporânea, que se apresentaram no Porto, como Bill T Jones e Alan Platel, no âmbito da “Porto 2001- Capital Europeia da Cultura”.

Em 2002 encontra o desafio das primeiras criações coreográficas na área infantil. Dirige um grupo infantil para apresentações em televisão no programa “Batatoon” e espectáculos como o “ Circo Batatoon ”.

Encontra uma série de profissionais com os quais desenvolve trabalho nas mais variadas técnicas circenses. Criando assim a oportunidade de fusão entre a dança e o circo, na concepção do espectáculo “Circo Batatoon” e também na e interpretação de personagens.

Em simultâneo mantêm as suas produções em eventos e performances.
Em 2003, acompanha na criação coreográfica, o encenador André Gago, com o primeiro espectáculo de novo circo “Lua!”, uma produção Circo da Lua – Produção de espectáculos (distinguido com o subsídio máximo em 2002, para projectos pluridisciplinares pelo Ministério da Cultura).


Inicia a aprendizagem de diferentes técnicas de circo e desenvolve o projecto WIP (Work In Progress) com dueto acrobático, na área do novo circo.

A Música - (onde podemos ver o par Daniel e Mary)

8 - Chramer, gip die varwe mir

Chramer, gip die varwe mir
Mascate, dá-me rouge
die min wengel roete,
para deixar minhas faces vermelhas,
damit ich die jungen man
?
an ir dank der minnenliebe noete.
?
Seht mich an,
Olha para mim,
jungen man!
moço!
lat mich iu gevallen!
Deixa eu te agradar!

Minnet, tugentliche man,
Bons homens, amem
minnecliche frouwen!
mulheres dignas de amor!
minne tuot iu hoch gemout
O amor enobrece o espírito
unde lat iuch in hohen eren schouwen.
e te dá honra.
Seht mich an
Olha para mim,
jungen man!
moço!
lat mich iu gevallen!
Deixa eu te agradar!

Wol dir, werit, daz du bist
Salve, mundo,
also freudenriche!
tão rico de prazeres!
ich will dir sin undertan
Sempre te obedecerei
durch din liebe immer sicherliche.
?
Seht mich an,
Olha para mim,
jungen man!
moço!
lat mich iu gevallen!
Deixa eu te agradar!


22 - Tempus est iocundum
1.
Tempus est iocundum,
O tempo está agradável,
o virgines,
ó virgens,
modo congaudete
alegrai-vos com elas,
vos iuvenes.
rapazes!
O, o, o
Oh! Oh! Oh!
totus floreo,
todo eu floresço,
iam amore virginali
por amor de uma virgem
totus ardeo,
todo eu queimo,
novus, novus amor
de um novo, novo amor
est, quo pereo.
é que pereço!


2.
Mea me confortat
Minha obediência
promissio,
conforta-me,
mea me deportat
minha negação
negatio.
me deprime.
O, o, o
Oh! Oh! Oh!
totus floreo,
todo eu floresço,
iam amore virginali
por amor de uma virgem
totus ardeo,
todo eu queimo,
novus, novus amor
de um novo, novo amor
est, quo pereo.
é que pereço!


3.
Tempore brumali
No inverno
vir patiens,
o homem é passivo;
animo vernali
sob a brisa da primavera,
lasciviens.
lascivo.
O, o, o
Oh! Oh! Oh!
totus floreo,
todo eu floresço,
iam amore virginali
por amor de uma virgem
totus ardeo,
todo eu queimo,
novus, novus amor
de um novo, novo amor
est, quo pereo.
é que pereço!

4.
Mea mecum ludit
Minha virgindade
virginitas,
brinca comigo,
mea me detrudit
minha inocência
simplicitas.
me derrota.
O, o, o
Oh! Oh! Oh!
totus floreo,
todo eu floresço,
iam amore virginali
por amor de uma virgem
totus ardeo,
todo eu queimo,
novus, novus amor
de um novo, novo amor
est, quo pereo.
é que pereço!

5.
Veni, domicella,
Vem, donzela,
cum gaudio,
com alegria,
veni, veni, pulchra,
vem, vem, minha bela,
iam pereo.
estou morrendo!
O, o, o
Oh! Oh! Oh!
totus floreo,
todo eu floresço,
iam amore virginali
por amor de uma virgem
totus ardeo,
todo eu queimo,
novus, novus amor
de um novo, novo amor
est, quo pereo.
é que pereço!



O Tema "O Fortuna" dançado no gelo



Carmina Burana 3
























Carmina Burana



Cantiones profanæ cantoribus et choris cantandæ comitantibus instrumentis atque imaginibus magicis



Carmina Burana é a obra mais célebre do compositor alemão Carl Orff.
O músico tomou os textos homónimos de uma colecção de cerca 300 cantos escritos por clérigos e estudantes vagabundos dos séculos XII e XIII.
Assim, compôs em 1937 uma cantata cénica com o mesmo nome que o original e cujo fragmento mais conhecido é “O Fortuna”.
Os poemas incluem canções de amor, de taberna, sátiras, canções estudantis…mas todos constituem um canto ao amor e aos prazeres.



“Carmina Burana” é uma expressão em latim e significa “Canções de (Benedikt)beuern”. Durante a secularização de 1803, foi encontrado um volume de cerca de 200 poemas e canções medievais na abadia de Benediktbeuern, na Bavária superior.
Eram poemas dos monges e eruditos errantes — os goliardos —, em latim medieval; versos no médio alto alemão vernacular, e vestígios de frâncico.
O doutor bavariano em dialetos, Johann Andreas Schmeller, publicou a coleção em 1847 sob o título de “Carmina Burana”.
Carl Orff, descendente de uma antiga família de eruditos e soldados de Munique, cedo ainda deparou-se com esse códex de poesia medieval. Arranjou alguns dos poemas num happening — em “canções seculares (não-religiosas) para solistas e coros, acompanhados de instrumentos e imagens mágicas”.
Esta cantata é emoldurada por um símbolo da Antiguidade — o conceito da roda da fortuna, eternamente girando, trazendo alternadamente boa e má sorte.

É uma parábola da vida humana exposta a constante mudança.
E assim o apelo em coral à Deusa da Fortuna (“O Fortuna, velut luna”) tanto introduz quanto conclui a obra, que se divide em três seções:

-O encontro do Homem com a Natureza, particularmente com a Natureza despertando na primavera (“Veris leta facies”).

-O seu encontro com os dons da Natureza, culminando com o dom do vinho (“In taberna”).

-E o seu encontro com o Amor (“Amor volat undique”).


Fortuna Imperatrix Mundi
1. O Fortuna
2. Fortune plango vulnera

I. Primo vere
3. Veris leta facies
4. Omnia sol temperat
5. Ecce gratum

Uf dem anger
6. Tanz (instrumental)
7. Floret silva nobilis
8. Chramer, gpip die varwe mir
9. Reie
10. Were diu werlt alle min

II. In Taberna
11. Estuans interius
12. Olim lacus colueram
13. Ego sum abbas
14. In taberna quando sumus

III. Cour d’amours
15. Amor volat undique
16. Dies, nox et omnia
17. Stetit puella
18. Circa mea pectora
19. Si puer cum puellula
20. Veni, veni, venias
21. In truitina
22. Tempus est iocundum
23. Dulcissime

Blanziflor et Helena
24. Ave formosissima

Fortuna Imperatrix Mundi
25. O Fortuna

Carmina Burana - 2



A ÓPERA

A ópera é um drama encenado com música.

O drama é apresentado utilizando os elementos típicos do teatro, tais como cenografia, vestuários e actuação. No entanto, a letra da ópera (conhecida como libreto) é cantada em vez de ser falada. Os cantores são acompanhados por um grupo musical, que em algumas óperas pode ser uma orquestra sinfónica completa.

Os cantores e os seus personagens são classificados de acordo com seus timbres vocais. Os cantores masculinos classificam-se em baixo, baixo-barítono (ou baixo-cantor), barítono, tenor e contratenor.
As cantoras femininas classificam-se em contralto, mezzo-soprano e soprano.
Cada uma destas classificações tem subdivisões, como por exemplo: um barítono pode ser um barítono lírico, um barítono de caráter ou um barítono bufo, os quais associam a voz do cantor com os personagens mais apropriados para a qualidade e o timbre de sua voz.

Bel Canto
O bel canto era um estilo presente na ópera italiana que se caracterizava pelo virtuosismo e o adorno que o solista demonstrava na sua representação.
Na primeira metade do século XIX o bel canto alcançou o seu nível mais alto, através das óperas de Gioacchino Rossini, Vincenzo Bellini e Gaetano Donizetti.
Rossini

Donizetti

Ópera Francesa
Rivalizando com as produções importadas da ópera italiana, uma tradição francesa separada, cantada em francês, foi fundada pelo compositor italiano Jean-Baptiste Lully, que monopolizou a ópera francesa desde 1672.
As aberturas de Lully, os seus recitais disciplinados e fluidos e seus intermezzos estabeleceram um padrão que Gluck lutou por reformar quase um século depois.
A ópera francesa foi influenciada pelo bel canto de Rossini e outros compositores italianos.

Lully

Ópera-comique
A ópera francesa com diálogos falados é conhecida como ópera-comique, independente do seu conteúdo.
Esta teve o seu auge entre os anos de 1770 e 1880 e uma das suas representantes mais reconhecidas foi Carmen de Bizet em 1875.
A ópera-comique serviu como modelo para o desenvolvimento do singspiel alemão e pode assemelhar-se à operetta, conforme o peso de seu conteúdo temático.

Carmen
Grand Ópera
Os elementos da Grand Ópera francesa apareceram pela primeira vez nas obras Guillaume Tell de Rossini em 1829 e Robert le Diable de Meyerbeer em 1831.
Caracteriza-se por ter decorações luxuosas e elaboradas, um grande coro, uma grande orquestra, balets obrigatórios e um número elevado de personagens. O auge da Grand Ópera na Itália dá-se com Verdi em Les Vespres Siciliennes e Don Carlos e na Alemanha com o Rienzi de Wagner.

Verdi
Orquestra e Coro

Ópera Alemã
O singspiel alemão "A Flauta Mágica de Mozart" encontra-se à frente da tradição da Ópera alemã que foi desenvolvida no século XIX por nomes como Carl Maria von Weber, Heinrich Marschner e Wagner. Este último introduziu o conceito do drama musical, em que a ópera deixava de ser composta por "números" e a música passa a ter um fluxo contínuo, sem divisões em árias, duetos, etc.
A ópera Tristão e Isolda foi a primeira a ser estruturada desta forma.
De uma forma geral, a ópera alemã tem a característica de abordar temas mitológicos e fantásticos, de alta dramaticidade, mas que não se enquadram como "comédias" ou "tragédias", como acontece na ópera italiana e na ópera francesa.
Wagner

19 abril 2007

Carmina Burana - 1



Música
26 de Maio - Sábado - 22h00
Praça d' Armas

Preço único - 25 €

Direcção Musical - Maestro Armando Vidal
Solistas - Carlos Guilherme, Raquel Adão e Rui Beata
Coros - Coro de Villa Garcia de Arosa (Galiza) e Coro da OP - Companhia Portuguesa de Ópera
Piano - Alexandra Simpson e Helder Marques
Percussão - Grupo de Percussão da OP - Companhia Portuguesa de Ópera
Performance - Novo Circo Arthemis
Pirotecnia - Ivo Show


Cantata cénica de Carl Orff - Carmina no Castelo

"Carmina Burana" de Carl Orff, considerada a cantata cénica mais célebre de todos os tempos, vai ser representada no Castelo de S. Jorge, em Lisboa, a 26 de Maio, a partir das 22h00.
Entre solistas, coralistas, pianistas, percussionistas, bailarinos e acrobatas, a encenação juntará 47 pessoas no palco montado na Praça das Armas do monumento, espaço privilegiado para este tipo de espectáculos.

Realizada pela OP, Companhia Portuguesa de Ópera e produzida pela EVI eventos ibéricos, a "Carmina Burana" – parte de uma trilogia do compositor alemão Carl Orff – será interpretada pelos cantores Carlos Guilherme, Raquel Adão e Rui Beata, sob a direcção do maestro Armando Vidal.



Participam ainda o Grupo de Percussão e o Coro da OP, os pianistas Alexandra Simpson e Helder Marques e o Coro de Villa Garcia de Arosa (Galiza).O espectáculo será complementado com performances pelo Novo Circo Arthemis e com a pirotécnica de Ivo Show.





Baseada em textos descobertos num antigo mosteiro beneditino, "Carmina Burana" apresenta a lírica trovadoresca medieval que cantava o prazer da bebida, os excessos, a fugacidade do tempo e o amor.
Trata-se da obra mais conhecida de Orff (1895-1982), um dos mais destacados compositores do séc. XX, que teve grande influência na pedagogia da música ao criar o Orff, método de ensino musical baseado na percussão.


O Castelo de São Jorge, é um espaço único de cultura e lazer, com singulares motivos de interesse, históricos, arquitectónicos e lúdicos.



Propriedade do Estado, classificado como Monumento Nacional em 1910, foi cedido à Câmara Municipal de Lisboa, em 1942.
Por deliberação da Assembleia Municipal de Lisboa, a gestão do Castelo de São Jorge é confiada à EGEAC – Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural de Lisboa, E. M. em 1995.

Enquanto Monumento Nacional, o Castelo de São Jorge, encontra-se abrangido pelas disposições da Lei que estabelece as bases da política e do regime de protecção e valorização do património cultural. Neste sentido, o conhecimento, estudo, protecção, valorização e divulgação, constituem o principio orientador de todas as actividades desenvolvidas, que se concretizam nas várias possibilidades de compreender / sentir o monumento que se oferecem.

Aberto ao público 365 dias por ano, é um local onde pode disfrutar do património, conhecer a história da cidade de Lisboa na Olisipónia, descobrir vistas inéditas na Câmara Escura – Torre de Ulisses, disfrutar dos jardins e miradouros e encantar-se com a música, o teatro, os festivais e exposições que vão animando os dias no Castelo.

O Castelo de São Jorge, reflecte valores de memória e antiguidade que atestam a sua singular relevância histórica, arqueológica e arquitectónica, no contexto do património cultural nacional.
Os vestígios mais antigos de ocupação do local remontam à Idade do Ferro, época em que provavelmente aí se situava um povoado fortificado. Desde então, foi adquirindo formas e vivências diversas, apagadas pelo tempo, mas testemunhadas pelos vestígios múltiplos que os trabalhos arqueológicos a decorrer desde 1996, têm vindo a pôr a descoberto.

A existência de um castelo propriamente dito data do séc. X – XI, altura em que Lisboa era uma importante cidade portuária muçulmana. Em meados do séc. XI, na sequência de várias obras de reorganização urbana do topo da colina, define-se a área que hoje ocupa, datando, também, dessa época o bairro islâmico situado a nascente.
Em 1147, D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, conquista o Castelo e a cidade aos mouros.
De meados do séc. XIII até ao início do séc. XVI, o Castelo conhece o seu período áureo. Transforma-se em Paço Real, ampliam-se os espaços antigos, constroem-se outros novos, instala-se o rei, a corte, os serviços do tombo, recebem-se personagens ilustres, nacionais e estrangeiras, assiste-se à primeira peça de Gil Vicente.
Com a transferência da residência real e da corte para a baixa da cidade, os terramotos de 1531 e 1755, e o retomar da função militar e de outras novas, vai-se acentuando a descaracterização do Castelo e do Paço Real pelas sucessivas construções que o vão escondendo dos olhares.
É no decorrer do século XX que se redescobre o Castelo, os vestígios do antigo Paço Real, a Alcáçova islâmica e as vivências de outrora.
As intervenções de 1938-40, conferiram-lhe a imponência actual.
As outras que se seguiram, em particular as que se iniciaram na última década do século XX, contribuíram de forma singular para avivar a memória e lembrar a antiguidade da ocupação no topo da colina, restituindo à História páginas que estavam em branco.




18 abril 2007

MMA - mixed martial arts


MMA


MMA - "mixed martial arts", reune artes marciais que incluem golpes e técnicas de luta no chão.


O MMA pode ser praticado como um desporto de luta regular ou em torneios em que dois concorrentes tentam derrotar-se. Usam uma escala de técnicas permitidas de artes marciais, como golpes com punhos e pés, luta, lances e chaves.


Há organizações que preparam torneios de MMA como os UFC (Ultimate Fighting Championship) e o PRIDE ("orgulho").



Na opinião popular, as frases "mixed martial arts" e "Vale Tudo" tem o mesmo significado. Entretanto, as diferenças entre estas frases devem ser reconhecidas e ambas devem ser distinguidas da frase Full Contact ("pleno contato").


O pankration era um estilo velho de combate sem arma. Os gregos antigos introduziram esta disciplina nos Jogos Olímpicos. Algumas exposições públicas de combates ocorreram no fim do século XIX. Representaram estilos diferentes de luta, incluindo jujutsu, luta, luta Greco-romano e outros, em torneios e desafios pela Europa inteira.


O MMA tem as suas raizes em dois acontecimentos: os acontecimentos de Vale Tudo no Brasil, e o Shootwrestling japonês. Nesse tempo, estes acontecimentos estavam ligados mas depois separaram-se.


O Vale Tudo começou na terceira década do século XX, quando Carlson Gracie convidou cada competidor a competir numa luta. Isso era assim chamado "Desafio do Gracie".


Mais tarde, Hélio Gracie e a família Gracie mantiveram este desafio.


No Japão, na oitava década do século XX, Antonio Inoki organizou uma série de lutas de MMA. Produziram o Shootwrestling, que mais tarde deu origem à formação da primeira organização de MMA, conhecida como Shooto.


O MMA obteve grande popularidade nos Estados Unidos em 1993, quando Rorion Gracie criou o primeiro torneio de UFC. Em 1997, no Japão, o interesse por este desporto resultou na criação da maior organização de MMA - Pride Fighting Championship.


A família Gracie popularizou os torneios UFC. Indubitavelmente, a família Gracie teve um papel importante na criação de torneios abertos de Vale Tudo e na sua popularização através da televisão. Não obstante, antes de qualquer promotor, criou o UFC ou Shooto, onde podem lutar representantes de cada método de auto-defesa, existindo já aí artes marciais como o Jeet Kune Do, o Kajukembo e o Karatê Nisei Goju Ryu.




Emblema do Jeet Kune Do.
Os caracteres chineses ao redor do símbolo indicam:
"Usar nenhum meio como meio" & "Tendo nenhuma limitação como limitação".
As flechas representam o movimento interminável e mudança do universo.

Jeet Kune Do ( Jié quán dào; lit. "Caminho para interceptar primeiro"), também Jeet Kun Do ou JKD, é um sistema de arte marcial de combate, desenvolvido pelo artista marcial e actor Bruce Lee.

Entre os principais estilos pesquisados e sintetizados por Lee estão o Tai Chi Chuan, Boxe, Judo, Jiu-Jitsu, Savate, Aikido, Esgrima, Muay Thai, além do Wing chun (Vin Tsung) que estudou na China, junto com o famoso mestre Yip Man.

Através de experiências em combates reais, percebeu uma certa dificuldade de vencer através dos métodos clássicos do seu estilo de Kung-Fu, o Wing Chun, considerado um dos mais directos.

Por essa razão, quebrou a abordagem clássica e desenvolveu-se em vários sistemas de artes marciais, unificando-as num estilo único que chamou de Jeet Kune Do. A principal diferença que Lee adoptou ao seu estilo era a prioridade para a velocidade, usando para isto golpes lineares, ao invés dos tradicionais movimentos circulares das artes clássicas.

Analogias:
- Personagens de:
"Mortal Kombat": Liu Kang
"Armageddon": MOKAP
"Street Fighter": Fei Long
todos lutadores de JKD



Carlson Gracie



Primogénito do introdutor do jiu-jitsu no Brasil, Carlos Gracie, o Grande Mestre Carlson Gracie foi lançado pela família no desafio a Waldemar Santana, que havia derrotado seu tio Hélio no épico combate de três horas e quarenta minutos, realizado em 1954. Seis meses depois, com apenas 16 anos de idade, Carlson subiria ao ringue para vingar o tio em menos de 40 minutos, no que a imprensa da época classificou de "um massacre". Esta seria a primeira das quatro lutas travadas contra Waldemar (duas vitórias, dois empates) no cartel de Carlson de 19 lutas profissionais, com apenas uma derrota.
Após aposentar-se do vale-tudo, Carlson dedicou-se ao ensino do
jiu-jitsu, e a sua equipa reteve a hegemonia nos campeonatos de meados da década de 1970 a meados da década de 1990. Formou faixas-pretas do calibre de Sérgio Iris, o "Serginho de Niterói", Cássio Cardoso, Peixotinho, Ricardo de La Riva, Murilo Bustamante, Amaury Bitetti, Ricardo Libório, Zé Mario Sperry e Wallid Ismail, entre mais de duzentos graduados.
Carlson Gracie morreu no dia 1 de Fevereiro de 2006, vítima de paragem cardíaca, após infecção generalizada provocada por cálculo renal, no hospital Lincoln Park, em Chicago, EUA, onde mantinha uma academia de jiu-jitsu. O grande mestre, que nasceu em 12 de agosto de 1933, tinha 72 anos.
A morte repentina de Carlson Gracie comoveu a comunidade das lutas, consternando seguidores e admiradores, e fica a saudade de um personagem que acolhia todos como um pai, e apesar de merecer honras de herói, repelia qualquer tipo de bajulação.

Hélio Gracie


O Grande Mestre Hélio Gracie é o patriarca da família Gracie, responsável pela difusão do jiu-jitsu no Brasil e idealizador no estilo conhecido mundialmente como "brazilian jiu-jitsu".
Hélio Gracie nasceu na cidade de
Belém, Brasil. Quando era apenas uma criança a família mudou-se para o Rio de Janeiro. Devido à sua frágil saúde, Hélio, o mais franzino dos Gracie, não podia treinar o Jiu-Jitsu tradicional ensinado pelos seus irmãos, especialmente Carlos Gracie.
Observador, Hélio passou a acompanhar, dos 13 aos 16 anos, as aulas ministradas por Carlos. Aprendeu todas as técnicas e ensinamentos do seu irmão, mas para compensar o seu biotipo, Hélio aprimorou a parte de chão tradicional, dando-lhe a força extra que o mesmo não dispunha, criando assim o "
brazilian jiu-jitsu".
Irreverente, atualmente Hélio Gracie adota a faixa azul como o seu grau maior.